Definição Paramétrica de Links no CSIBridge
Quando iniciamos a modelação de pontes no CSiBridge, um dos conceitos que gera mais confusão é a forma como o programa liga o tabuleiro aos encontros (abutments) e pilares (bents). Esta ligação é garantida por links com um determinado comprimento, que é determinado através dos diversos elementos que constituem o tabuleiro, como a laje e as vigas.
O problema físico é simples: o centro de gravidade do tabuleiro não coincide com o topo do encontro. Existe um espaço físico ocupado pela laje e vigas e pelos aparelhos de apoio. Como é que o software garante a transferência correta de esforços (especialmente momentos fletores gerados por excentricidades) entre estes elementos?
Para garantir que o modelo analítico reflete a realidade, precisamos de configurar duas secções cruciais: Substructure Location e Bearing Assignment. No campo Substructure Location é definida a posição (em altura) da substrutura, que neste exemplo prático representa a viga de fundação ou encontro. No campo Bearing Assignment estabelece-se a posição física real da zona do aparelho de apoio e do tipo de vínculo que se pretende entre o tabuleiro e a viga de fundação.
Definir a Geometria do Espaço Livre (Substructure Location) A Layout Line encontra-se tipicamente na face superior da laje, à cota Z = 0. A partir daqui o programa precisa de saber onde começa a substrutura.
Imaginemos um tabuleiro com uma laje de 0.30 m e vigas em I de 0.80 m. A face inferior da superestrutura está à cota -1.10 m. Se definirmos o parâmetro Elevation (Global Z) da Substructure Location como -1.20 m, estamos a criar um intervalo de 0.10 m. Este é o espaço físico real onde o aparelho de apoio será instalado, entre a viga do tabuleiro e a viga de coroamento do encontro.
Posicionar a Transferência de Esforços (Bearing Assignment) Criado o espaço de 0.10 m, o CSiBridge insere um link para ligar a superestrutura à substrutura. É aqui que entra o Bearing Assignment, ao definirmos a cota como -1.15 m, estamos a posicionar a mola a meio do espaço entre a viga de fundação e face inferior das vigas em I (0.05 m abaixo da viga em I e 0.05 m acima do encontro).


Se esta cota for mal definida, o braço de alavanca para a transferência de forças horizontais (como sismos ou travagem) estará incorreto, gerando momentos fletores artificiais e erróneos na infraestrutura. Compreender estas cotas é a chave para dominar o modelo analítico gerado pelo CSiBridge.